O Cruzeiro sofreu nova punição da Fifa. Agora, o clube está proibido de registrar novos jogadores. Essa nova penalidade é consequência da ação imposta pelo Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante Willian, em 2014. As informações foram divulgadas inicialmente pela Rádio Itatiaia.

Um acordo para a quitação da dívida, em torno de 1 milhão de euros, foi anunciado pelo Cruzeiro em agosto. Porém, esse acerto não foi homologado na Fifa.

Em nota, o Cruzeiro contestou a nova punição. A diretoria apresentou documentos que, segundo ela, comprovam que foi fechado um acordo com o Zorya para a quitação da dívida. Os documentos estão disponíveis na nota oficial do clube. Clique e confira.

“É lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto.”

 

O Cruzeiro explicou na nota como foi feito o entendimento com o Zorya e informou que enviou uma manifestação formal à Fifa no dia 1º de setembro. Nela, o clube exige a reconsideração da nova pena imposta.

Segundo o Cruzeiro, o pagamento ocorreu ao Alik Football Management, da Estônia, que detinha crédito com o Zorya. Porém, o clube ucraniano enviou uma carta à Fifa afirmando que não chegou a nenhum acordo com o clube mineiro e, consequentemente, não assinou o documento.

O Cruzeiro rebateu, indicando os emails do Zorya presentes nos sistemas da Fifa. Em um deles, com carta anexa e com selo do clube ucraniano, o time mineiro diz o Zorya informou que os bens relativos ao processo de Willian foram cedidos ao Alik Football Management, da Estônia, para o qual o Cruzeiro deveria repassar os créditos.

No dia 21 de agosto, o clube de Belo Horizonte foi comunicado da punição que proibiria novos registros de jogadores. O acordo foi encaminhado à Fifa. No dia 26, o Zorya informou que jamais assinou tal documento, e que a assinatura do representante do clube, Oganov, era falsa.

“Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa.” – diz a nota oficial do Cruzeiro.

 

Em meados de maio, o Cruzeiro já havia sofrido uma dura sanção da Fifa. O clube foi condenado a iniciar a Série B do Campeonato Brasileiro com, seis pontos a menos, devido ao não cumprimento da ordem de pagamento referente à dívida com o Al Wahda, pelo empréstimo de seis meses do volante Denilson.

Nota oficial do Cruzeiro

“O Cruzeiro Esporte Clube confirma que recebeu um contato da Fifa sinalizando que o FC Zorya contesta acordo firmado entre os clubes, anunciado oficialmente no mês passado, envolvendo a dívida de 1.159.786,31 euros, vencida em 20 de agosto de 2020.

Diante da contestação do FC Zorya, a Fifa aplicou a sanção de transfer ban (impossibilidade de registro de novos jogadores), o que é lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto.

Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa.

No trâmite, além do selo de autenticação e assinatura do representante do FC Zorya em todos os documentos, nos quais o mesmo atesta, num primeiro momento, a cessão do crédito para o Alik, e, num segundo momento, o termo de formalização do acordo, é importante destacar que a comunicação entre os todos os envolvidos sempre se deu por meio dos canais oficiais estabelecidos pelo sistema Fifa/TMS, que é extremamente rigoroso com o acesso, cadastramento e processos dos seus e-mails.

Sendo assim, diante da manifestação do FC Zorya, a contestação do Cruzeiro se baseia em duas variáveis: ou o sistema da Fifa apresentou algum tipo de falha, o que é pouco provável, ou o clube ucraniano está contradizendo os documentos que seu próprio representante validou e assinou, documentos estes disponíveis em anexo à esta nota.

Por esta razão, na noite de ontem, 1º de setembro de 2020, o Cruzeiro enviou manifestação formal à Fifa, esclarecendo o ocorrido e exigindo a reconsideração da pena por ora imposta. O Clube reitera que em todos os momentos e processos agiu com absoluta clareza, boa fé e dentro da legalidade, confiando que a comunicação feita por meio dos canais oficiais da Fifa, com todos os envolvidos em cópia, inclusive o advogado do FC Zorya, são válidas.”

Fonte: Globo Esporte