Como forma de prevenir a propagação da Covid-19, durante a votação nas eleições municipais deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou um Plano de Segurança Sanitária, a ser seguido em nível nacional. Porém, mesmo com o uso obrigatório de máscaras como uma das principais medidas de prevenção, muitos eleitores ainda não se sentem seguros em ir às urnas, o que pode resultar no baixo comparecimento no pleito.
O plano do TSE se aplica a todos os envolvidos no momento de votação, eleitores, mesários e outros colaboradores da Justiça Eleitoral, em todas as zonas e seções eleitorais das capitais brasileiras e municípios do interior. A medida pode proporcionar o sentimento de segurança em alguns eleitores, mas muitos ainda estão indecisos se estarão presentes na votação.
Entre as mudanças, está a alteração no horário da votação, que foi ampliado para 7h às 17h, com as três primeiras horas sendo preferenciais aos eleitores maiores de 60 anos. Além disso, o uso de máscaras será obrigatório em todas as seções eleitorais e nos locais de votação. Todo o plano foi definido a partir de estudos entre o TSE e determinações do Ministério da Saúde.
Para o técnico mecânico Alan Galvão, 42, a necessidade de ir às urnas em um período de pandemia, mesmo com as medidas de segurança adotadas, se contradiz à recomendação de isolamento social, indicada pelas autoridades. Ele explicou que não se sente confortável em comparecer, e vai apenas pela obrigatoriedade, diferente de outros familiares.
“Só vou votar para exercer meu direito. Mesmo com essas medidas, a qualquer hora, toda hora, é perigoso. Se for para tomar cuidado, não pode sair para não ter aglomeração e as outras coisas, então como que querem colocar a gente para ir votar? É contraditório. Meus irmãos, por exemplo, já disseram que não vão [votar]”, afirmou o eleitor.

A Justiça Eleitoral deverá fornecer ainda álcool em gel 70% para mesários e eleitores, que deverão utilizar antes e depois de votar, e para higienização das superfícies nos locais de votação. O uso da biometria também foi dispensado, sendo necessária a apresentação de documento de identidade original com foto, que não poderá ser entregue ao mesário, sendo apenas mostrado à distância, diminuindo, assim, o contato entre os envolvidos.
A autônoma Juliana Santos, 35, afirmou que não sabe se irá comparecer às urnas, pois tem dois filhos e, pela indicação do TSE, é preferível que pais não levem crianças às seções eleitorais. Além disso, a eleitora afirmou que ainda não se sente segura para votar ou realizar outras atividades que podem promover aglomerações.
“Mesmo com os métodos de prevenção, não acho que se expor seja algo bom, principalmente porque tem os assintomáticos que podem ir e colocar em risco outras pessoas. Muitas pessoas acham que já acabou, mas não é bem assim. Temos que tomar os cuidados necessários”, explicou.
Uma das indicações é que cada eleitor leve a própria caneta, para evitar que o objeto seja compartilhado por muitas pessoas. Por fim, a organização no dia da votação deverá ser feita seguindo as normas de distanciamento, demarcadas nas seções eleitorais, para evitar possíveis aglomerações. Todas as medidas de proteção implantadas buscam proporcionar um pleito seguro à população.
Fonte: Em tempo








