Caminhoneiros e empresários do setor de transporte de carga e alimentos congelados iniciaram na manhã desta quarta-feira (27), um protesto contra o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na cidade de São Paulo. Distribuidores de mercadorias do estado também participam do ato.
Uma grande concentração de veículos dos caminhoneiros foi registrada por volta das 8h na Praça Charles Muller no Pacaembu para seguir depois em direção ao Palácio do Governo de São Paulo. Outros pontos da cidade tiveram também concentrações.
A maior parte dos veículos é formada por caminhões frigoríficos. Uma das principais queixas do grupo é a cobrança de impostos durante a pandemia, já que o setor de transporte vem sendo afetado pela queda nas receitas.
A alta no ICMS de produtos alimentícios promovida pela gestão do governador João Doria é o principal motivo do protesto. Os motoristas e comerciantes seguiram por vias importantes como marginais Pinheiros e Tietê até a sede do governo paulista, na zona Sul.
Um treco da Avenida Morumbi foi interditado pela Polícia Militar para evitar que os caminhões, quando chegarem à região, estacionem na frente do Palácio dos Bandeirantes.
Quem se desloca pelas imediações de ônibus e por demais meios de transportes deve estar atento. De acordo com as viações, há impactos na operação com atrasos e desvios de rotas.
Por volta das 8h, os veículos dos caminhoneiros se reuniram em frente ao Estádio Municipal do Pacaembu, na Zona Oeste da capital, e saíram em direção a quatro locais: a sede do governo estadual, no Morumbi, na Zona Sul; o Ministério da Fazenda; e as marginais Pinheiros e Tietê.
No ano passado, o governo estadual da gestão do governador João Doria (PSDB) aprovou um pacote de ajuste fiscal na Assembleia Legislativa prevendo redução de isenção para alguns produtos de isenção de ICMS. Isso para aumentar a arrecadação do governo. A justificativa foi justamente a queda por conta da pandemia.
Mas depois o governo voltou atrás e retirou esse fim de isenção para alguns setores, como, por exemplo, insumos médicos, energia elétrica e manteve ainda para outros, como carne, leite e feijão. O protesto é por esse motivo.
Os caminhoneiros querem que seja retirado o fim de isenção do ICMS. O aumento ocorreu com a criação da figura do complemento de imposto para as alíquotas de 7% e 12%. De acordo com o Decreto n° 65.253 de 2020 o governo paulista aumentou a alíquota de 7% para 9,4% e a alíquota de 12% para 13,3%.
O número total de caminhões envolvidos no ato não foi divulgado, mas a expectativa dos organizadores é de que cerca de 900 veículos participem da manifestação. A Polícia Militar (PM) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanham o ato.
De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), por volta das 8h havia lentidão de veículos por 5 quilômetros na Rodovia Anhanguera, no sentido capital, por causa de parte do protesto dos caminhoneiros. A fila de veículos estava concentrada do km 16 ao km 11.
Por volta das 10h50, a PM fez um cordão de isolamento próximo à Avenida Giovanni Gronchi, no sentido ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, impedindo os manifestantes de prosseguirem pela via.
Fonte: Portal Tucumã








