A vacinação nacional contra a Covid-19 começou no dia 18 de janeiro, com a distribuição das doses da Coronavac para cada Estado. Após o recebimento, os governos de todos os Estados já iniciaram a vacinação que, nesta primeira etapa, é voltada somente para os grupos prioritários: profissionais de saúde da linha de frente no combate ao coronavírus, idosos que vivem em asilos e indígenas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford/Astrazeneca. As doses da vacina de Oxford, importadas da Índia, já chegaram ao País.

Abaixo, perguntas e respostas sobre o assunto:

Quem pode se vacinar? Já posso ir ao posto?
Neste momento, somente os grupos considerados prioritários serão imunizados. A vacina ainda não está disponível amplamente, então não se dirija a nenhum posto de saúde.

Quais são os grupos prioritários?
Conforme o Ministério da Saúde, os primeiros a receber as vacinas são os profissionais de saúde da linha de frente do combate à Covid-19, idosos com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência; pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, que vivem em residências inclusivas, e indígenas que vivem em terras indígenas. Quilombolas foram tirados da lista pelo ministério.

Todos os profissionais de saúde serão vacinados?
Ao longo da campanha de vacinação, sim. Mas neste primeiro momento serão apenas os que estão na linha de frente do combate à pandemia, as equipes que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação dos grupos previstos para as 6 milhões de doses; os trabalhadores das instituições de longa permanência de idosos e de residências inclusivas. O critério para definir os grupos prioritários foi o grau de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença.

Quais trabalhadores estão incluídos nessa categoria?
Nesse grupo dos trabalhadores da saúde estão incluídos, além de médicos e enfermeiros, também nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares. Assim como os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, seguranças, pessoal da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros que trabalham nos serviços de saúde, mas que não estão prestando serviços diretos de assistência à saúde das pessoas.

Estudantes dessas áreas também serão vacinados nessa primeira etapa?
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina será ofertada para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde que estejam em estágio hospitalar, de atenção básica e clínica, assim como aos profissionais que atuam em cuidados domiciliares como os cuidadores de idosos e doulas/parteiras, bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados.

A vacina será gratuita?
Sim. Inicialmente, a vacina será aplicada apenas pelo Sistema Único de Saúde, de forma gratuita.

Por que a vacinação é importante e todos devem se vacinar?
Quanto maior o número de pessoas vacinadas, mais rápido terminará a pandemia. Isso porque diminuirá a circulação do vírus e maior parte da população fica protegida. De acordo com a rede Todos pelas Vacinas, “para uma vacina ser eficaz no indivíduo e na comunidade, ela deve cobrir uma porção determinada da população. Essa quantidade de pessoas depende do tipo de vacina e do patógeno. Uma cobertura vacinal alta previne pessoas vulneráveis a infecções, como pacientes com o sistema imunológico debilitado, recém-nascidos e idosos”. Esse fenômeno de proteção indireta é o que ficou conhecido como “imunidade de rebanho”.

As vacinas são seguras?
Sim. Todas as vacinas aprovadas até agora no Brasil contra o coronavírus passaram pelos testes de segurança e foram reconhecidas como seguras pela Anvisa. Os eventos adversos, em geral já apresentados em bula, são leves. Os mais comuns são dores no local da aplicação e às vezes febre baixa, além de fadiga e dor de cabeça.

Contrair a Covid-19 dá uma proteção melhor do que tomar a vacina?
Não. A imunidade que o nosso corpo desenvolve após contrair a doença ainda não está clara e pode durar pouco tempo, como sugerem os casos de reinfecção que vêm sendo relatados. Além disso, o risco de morrer ao contrair a Covid-19 é de cerca de 1% – taxa que aumenta consideravelmente com a idade e com a ocorrência de comorbidades (como diabetes, hipertensão e obesidade).

Mesmo tendo tomado a vacina, eu ainda posso ter Covid?
Com a vacina, a chance de infecção diminuiu, mas não 100%. O que os testes indicam, porém, é que mesmo se uma pessoa vacinada contrair a doença, os sintomas podem ser de leves a moderados, mas a chance de precisar de hospitalização cai muito.

Quanto tempo após tomar a vacina a pessoa pode se considerar imunizada?
A imunidade depende de cada vacina. Um imunizante geralmente demora de duas a três semanas para fazer efeito. As duas vacinas (Coronavac e Oxford/AstraZeneca) disponíveis no Brasil precisam de duas doses para atingir a eficácia total.

Fonte: D24am