Um sanfoneiro de 33 anos foi preso na noite desta segunda-feira (19), suspeito de estuprar a ex-enteada, uma criança de 11 anos. A menina estava desaparecida desde o último sábado (17), quando saiu da casa do pai no bairro Grande Vitória, na Zona Leste de Manaus.
O abuso sexual foi descoberto por familiares por meio de mensagens em redes sociais.
Conforme o tio da vítima, um homem de 24 anos, a menina sempre foi muito comportada e todos estranharam o sumiço da vítima. Um dia depois, os familiares identificaram mensagens mandadas pelo ex-padrasto para menina, onde ele dizia que iria esperar que ela crescesse e que a amava.
“Viemos até a delegacia hoje, onde meu irmão apresentou as conversas trocadas entre eles. Os policiais foram até a casa dele, mas ele negou de todas as maneiras e a minha sobrinha não foi encontrada”.
O tio da vítima contou que o suspeito negou qualquer envolvimento com a menina, mas após ser pressionado por policiais, acabou deixando subtendido que já havia deitado com a menina mas que nada havia ocorrido.
“Por volta das 15h, recebemos uma denúncia de que a menina foi vista com o ex-padrasto na casa da tia dele no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte. Antes deles irem para lá, o suspeito entregou a menina na casa do pai dela”, explicou o tio
Já a menina, ao ser ouvida por policiais, afirmou que o ex-padrasto já havia consumado o ato sexual.
“Ela inclusive falava nas mensagens que amava o ex-padrasto. Isso foi o que vimos em algumas das conversas, no entanto, as mensagens dos dias em que ela desapareceu foram todas apagadas”, disse o tio.
O suspeito era o companheiro da mãe da vítima que faleceu em janeiro, vítima da Covid-19. Além da menina de 11 anos, a irmã dela de 13 também morava com o casal. Após a morte da mãe, as duas meninas foram morar com o pai.
Na delegacia, o pai da vítima relatou que no momento em que o suspeito chegou na casa dele para entregar a criança, o sanfoneiro ainda tentou mentir dizendo que não sabia por que a menina havia aparecido na casa dele e demonstrou preocupação.
“Pelos relatos, até a mãe quando era viva era conivente com esses abusos e sabia. A minha filha estava na casa da tia dele nesse final de semana e foi conivente com a situação. Isso pode estar acontecendo até há anos, pois eu confiei que a mãe estava cuidando das minhas filhas e isso aconteceu. Quando ela fugiu, ainda chegou até a levar roupas, bolsa e aparelho celular. Foi tudo planejado”, informou o pai.
O caso foi apresentado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde foram adotados os procedimentos cabíveis. O suspeito deve responder por estupro de vulnerável.







