*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 14.11.2018 - O presidente eleito Jair Bolsonaro e o governador João Doria durante evento em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Brasil – João Doria vai insistir em sua candidatura à Presidência até que consiga vencer as resistências dentro do PSDB que, segundo ele, partem dos caciques e nada têm a ver com a militância do partido. A confiança chega a ponto de considerar, a sério, que disputará o segundo turno com o ex-presidente Lula.

O ex-governador não contesta com veemência em público as movimentações da dita chamada terceira via em busca de um nome para representá-la, mas no particular toca a campanha disposto a ir até a Justiça para assegurar o resultado das prévias que o escolheram como candidato do PSDB.

Tanto não dá maior atenção àquelas articulações nem pretende se conduzir de acordo com o critério de se fazer a escolha a partir de pesquisas qualitativas e quantitativas que já encontrou um slogan baseado em suas próprias consultas de opinião.

Nelas, a equipe dele captou o sentimento que conduzirá o eleitorado de 2022: “As pessoas agora querem alguém que se mostre capaz de resolver os problemas concretos do país, e nesse aspecto João tem de sobra o que mostrar”, diz um dos assessores do tucano.

A abordagem tentará ao mesmo tempo focar na capacidade de gestão e atacar os fatores que o tornam pessoalmente rejeitado por muita gente com a seguinte mensagem: “É chato, é coxinha, usa calça apertada? É tudo isso, mas sabe como resolver os seus problemas”.

Nessa toada é que o ex-governador confia que a partir de agosto a candidatura vai deslanchar. E por que ainda não deslanchou? Segundo a equipe de Doria, porque os levantamentos feitos no mundo digital (hoje visto como o “mundo real”) sobre assuntos de interesse das pessoas indicam que apenas 4% dizem respeito a temas relacionados à política e à eleição.

Com informações da Veja*