Na tarde desta segunda-feira (5), sindicatos e movimentos sociais realizaram uma manifestação em frente ao Consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, pedindo a libertação de Nicolás Maduro e criticando a intervenção norte-americana na Venezuela.

Os participantes defenderam a soberania venezuelana, a paz e o respeito à autodeterminação dos povos. Integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmaram que a ação norte-americana representa ingerência externa e ameaça à estabilidade democrática da região.

Para Bianca Mondeja, dirigente da UNE, o ato também expressa solidariedade à população venezuelana e repúdio ao que chamou de “ataques imperialistas”. Já a professora Luana Bife, da CUT, classificou a operação dos EUA como uma ação que desorganiza social e economicamente o país. O dirigente do MST, Gilmar Mauro, defendeu a libertação imediata de Maduro e afirmou que democracias do continente estão sob risco.

Os EUA realizaram no sábado (3) uma operação militar que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em audiência em Nova York nesta segunda-feira, o chavista negou acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, se declarou inocente e disse ser “prisioneiro de guerra”.

No cenário internacional, o Conselho de Segurança da ONU discutiu a ofensiva. China e Rússia condenaram a ação e pediram a libertação de Maduro. Os Estados Unidos negaram que estejam em guerra e afirmaram que a operação teve caráter jurídico. O Brasil alertou para o risco à paz na América do Sul.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela. Primeira mulher a ocupar o cargo, ela foi reconhecida pelo Exército e pela Assembleia Nacional e exigiu a libertação imediata de Maduro.