O dólar opera em queda nesta sexta-feira (9), com investidores reagindo a indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos que ajudam a calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária nos dois países.

No cenário doméstico, o IPCA mostrou que a inflação acumulada de 2025 ficou abaixo do teto da meta do Banco Central. Já no exterior, o payroll indicou uma desaceleração mais intensa do que o esperado no mercado de trabalho norte-americano em dezembro.

Por volta das 12h15, o dólar recuava 0,43%, cotado a R$ 5,366. A Bolsa brasileira subia 0,59%, aos 163.910 pontos.

O IPCA fechou o ano com alta de 4,26%, abaixo do limite de 4,5% da meta, embora acima do centro de 3%. Em dezembro, a inflação avançou 0,33%, após alta de 0,18% em novembro. Os números vieram em linha com as projeções do mercado.

Apesar do resultado dentro da banda de tolerância, analistas avaliam que a pressão sobre os preços ainda dificulta um corte imediato da taxa Selic, que está em 15% ao ano desde junho de 2025. A expectativa majoritária passou a ser de que o início do ciclo de redução dos juros ocorra apenas na reunião do Copom em março.

A perspectiva de manutenção dos juros elevados por mais tempo, somada à expectativa de desaceleração da inflação e de um dólar mais fraco nos próximos meses, favorece o real. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos segue estimulando operações de carry trade, com entrada de capital estrangeiro no país e pressão adicional de queda sobre a moeda norte-americana.