
Na última sexta-feira (16), a Prefeitura de Manaus foi obrigada a afastar o diretor do CIME Lúcia Almeida, Elbert José Costa de Almeida, após virem à tona denúncias graves envolvendo assédio moral, assédio sexual, desvio de função e autopromoção dentro da unidade escolar. Elbert é primo do prefeito David Almeida (Avante), o que reforça críticas recorrentes de nepotismo e blindagem política na atual gestão municipal.
O afastamento foi decidido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) depois que denúncias de ex-funcionários terceirizados e pais de alunos passaram a circular, expondo práticas incompatíveis com a função de gestor escolar. A medida deve ser oficializada no Diário Oficial do Município.
Apesar da gravidade das acusações, a Prefeitura não esclareceu se Elbert Almeida também será afastado das funções de professor da rede municipal ou se apenas deixará o cargo de diretor para ser realocado em outra escola, prática comum na gestão David Almeida diante de crises administrativas.
O agora ex-diretor também não se manifestou sobre o afastamento nem apresentou esclarecimentos públicos sobre as denúncias.
Entre os relatos, constam acusações de assédio contra funcionários, uso de trabalhadores terceirizados para atividades pessoais fora do expediente, além de autopromoção política, incluindo a pintura de sua própria imagem nas dependências da escola — prática associada ao prefeito David Almeida, conhecido por referenciar familiares e até animais de estimação em obras públicas.
Fontes apontam ainda que Elbert Almeida se ausentava com frequência da escola durante o horário de trabalho, inclusive para realizar treinos de boxe, deixando de cumprir suas atribuições como gestor da unidade.
O CIME Lúcia Almeida passa a ser administrado pelo professor Armando Barbosa do Nascimento Neto, que assumiu a gestão nesta segunda-feira (19), em meio a um cenário de desgaste para a Prefeitura e mais um episódio que coloca a gestão David Almeida sob questionamento público.







