
Brasil – Um laudo pericial realizado em novembro de 2025 aponta piora significativa do quadro psiquiátrico de Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto ele permanece preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.
O documento, obtido por reportagem, indica que o paciente, considerado inimputável, apresentou comprometimento do juízo e distorção da realidade, além de sintomas compatíveis com transtorno psicótico persistente e esquizofrenia paranoide. Adélio chegou a dizer que queria ser presidente da República. A apuração é do jornal Metrópoles.
Durante o exame, Adélio verbalizou aos peritos o desejo de disputar a Presidência da República, citando os jornalistas Patrícia Poeta e William Bonner como opções para compor uma eventual chapa. Segundo o laudo, ele afirmou com firmeza que escolheria Poeta como primeira opção e, em caso de recusa, optaria por Bonner, justificando que ambos transmitiriam credibilidade ao público durante uma campanha eleitoral. Para os peritos, essas declarações evidenciam “comprometimento do senso de realidade e exacerbação da autoestima delirante”.
O relatório descreve o investigado como tendo humor subjetivo tranquilo, porém ansioso e tenso, com afeto reduzido e pouca variação emocional ao longo da entrevista. Os peritos apontam ainda que ele não reconhece estar doente, não compreende a necessidade de tratamento e recusa a terapia, o que reforça o diagnóstico de transtorno mental crônico. O laudo também destaca que Adélio apresenta alucinações na maior parte do tempo e prejuízo funcional significativo, além de ausência de insight sobre a condição.
A avaliação conclui que a condição clínica exige cuidado especializado, contínuo e estruturado, conforme literatura psiquiátrica consolidada. O laudo foi encaminhado às autoridades competentes e integra a análise do processo que trata da responsabilização penal e da situação de custódia do detento.





