
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm atuado para impedir a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Fontes do Congresso afirmam que a pressão recai sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm vínculos pessoais com Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação. Parlamentares de oposição afirmam que a CPMI poderia esclarecer contratos milionários entre o Master e familiares dos ministros, além de investigar possíveis interferências no Banco Central e na supervisão do setor financeiro.
Na terça-feira (3), o pedido de instalação da comissão foi formalizado com 281 assinaturas — 42 senadores e 239 deputados —, número bem acima do mínimo exigido. O Partido Liberal (PL) lidera a mobilização, com 89 assinaturas.
Entre os principais alvos da oposição está Viviane Barci, esposa de Moraes. Documentos indicam que o contrato da advogada com o Master previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando R$ 130 milhões. O contrato mencionava atuação em órgãos como Receita Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Banco Central, mas não há registros de serviços efetivamente prestados.
Durante depoimento ao STF, Vorcaro não foi questionado sobre o vínculo com Viviane. Parlamentares temem que, caso a CPMI seja instalada, familiares de ministros possam ser convocados a depor sobre contratos com indícios de favorecimento.








