O governador Wilson Lima participou, nesta terça-feira (10/02), da inauguração do novo Centro de Distribuição da Natura em Manaus. A iniciativa visa consolidar o Amazonas como um ponto estratégico de abastecimento para a região Norte, com a nova estrutura atendendo diretamente os estados do Amazonas e de Roraima. O espaço, que já funcionava como Posto de Estoque Avançado (PEA), tem o objetivo de reduzir custos logísticos, encurtar distâncias e ampliar oportunidades de emprego e renda na capital.

Durante o evento, o governador ressaltou a parceria de longa data entre o Governo do Amazonas e a Natura, destacando que o investimento da empresa reforça a confiança do setor produtivo no ambiente de negócios local. “O Amazonas tem segurança jurídica e previsibilidade para quem quer investir”, afirmou Wilson Lima.

Impacto logístico e ambiental

Com a nova estrutura, o prazo médio de entrega dos produtos para Amazonas e Roraima foi reduzido de 10 para 3 dias. A operação também prevê a diminuição de 2,6 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) equivalente, contribuindo para a redução do impacto ambiental.

Geração de empregos e renda

O centro de distribuição inicia suas atividades com 150 auxiliares logísticos e 156 motoristas de última milha. Ao todo, 52,8 mil consultoras serão impactadas diretamente nos dois estados. Elen Diana, consultora da marca há 11 anos, relatou que a agilidade nas entregas já tem reflexos positivos em seu faturamento e na satisfação dos clientes.

Bioeconomia e floresta em pé

A atuação da Natura no Amazonas também se alinha à bioeconomia, com parcerias em nove comunidades fornecedoras e quatro agroindústrias. A empresa trabalha com 12 cadeias produtivas da sociobiodiversidade, beneficiando mais de 1.270 famílias. O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou que o modelo demonstra a viabilidade de conciliar desenvolvimento econômico com a conservação ambiental, integrando produtos da floresta, como óleos vegetais e castanha, à cadeia industrial da empresa.

A Natura mantém, há 25 anos, um modelo regenerativo com 45 comunidades da sociobiodiversidade na região pan-amazônica, envolvendo mais de dez mil famílias e contribuindo para a preservação de 2,2 milhões de hectares de floresta.

Com informações da assessoria