
A chegada do carnaval traz consigo a alegria das festas, mas também um aumento no risco de golpes financeiros e fraudes. Para garantir que a folia não se transforme em dor de cabeça, é fundamental estar atento a algumas medidas de prevenção, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas e consumo imediato.
Atenção redobrada nas transações com cartões
Felipe Paniago, um dos fundadores da plataforma Reclame Aqui, destaca que muitos prejuízos podem ser evitados com cuidados básicos. “Cuidado com o uso de cartão no meio de blocos, ao passá-lo para pagamentos em maquininhas em lugares inseguros. É preciso guardar bem o dinheiro em espécie e, claro, ter cuidado com o uso do celular. São dicas básicas, mas que evitam prejuízos e incômodos”, afirma Paniago.
Ele explica que, nesta época, golpes como o da maquininha se tornam mais frequentes. Além da troca de cartões, criminosos podem usar maquininhas adulteradas para roubar dados, realizar cobranças duplicadas com falsas alegações de erro ou até mesmo alterar os valores digitados.
PIX e compras online: cuidados essenciais
Os golpes envolvendo o PIX com falsos QR Codes também são uma preocupação. Para reduzir os riscos, Paniago recomenda ativar senha, biometria ou reconhecimento facial para cada transação, conferir sempre o valor exibido na tela antes de confirmar o pagamento e evitar maquininhas suspeitas.
Configurar um limite baixo para o PIX por aproximação e reforçar a segurança do celular com bloqueio de tela e proteção extra para aplicativos bancários são outras medidas importantes. Foliões devem estar atentos também à venda de ingressos falsos ou de abadás inexistentes.
Golpes virtuais e a experiência de quem já caiu
Fraudes por meio de redes sociais, sites falsos ou mensagens em aplicativos, com ofertas tentadoras e senso de urgência, são comuns. “A recomendação é adquirir entradas apenas por plataformas oficiais ou canais reconhecidos, além de desconfiar de pedidos de pagamento exclusivamente via PIX ou transferências sem garantia”, alerta Paniago.
A jornalista Alice Gomes, de 42 anos, foi vítima de um golpe de falso ingresso no ano passado, perdendo R$ 3 mil. Ela recebeu uma oferta pelo Instagram para um camarote no Sambódromo do Rio de Janeiro, pagou, mas o perfil foi excluído e ela bloqueada. “Ela mostrou o ingresso digital e pegou meus dados para fazer a transferência”, relatou Alice, que aprendeu com a experiência e garante que neste ano só comprará em sites oficiais.
Com informações da Agência Brasil







