
A imprensa nacional já havia noticiado fortes indícios de ligação entre o prefeito de Manaus, David Almeida, e a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Reportagens revelaram supostas negociações e contatos entre membros do núcleo político do prefeito e líderes da organização, levantando suspeitas de que recursos públicos e influência política teriam sido utilizados para favorecer a quadrilha.
Segundo as apurações divulgadas, durante a campanha eleitoral de 2020, cerca de R$ 70 mil teriam sido destinados a integrantes do CV em troca de apoio eleitoral em regiões da cidade controladas pela facção. Mensagens obtidas em celulares de traficantes apontam a participação de assessores do prefeito em negociações para garantir votos, configurando tratativas consideradas antirrepublicanas.
O cenário ganhou ainda mais atenção após a prisão da ex-chefe de gabinete de David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, em operação da Polícia Civil que mira o chamado “núcleo político” do CV no Amazonas. A detenção reforçou as suspeitas anteriormente levantadas pela imprensa sobre a possível relação entre o prefeito e a facção criminosa.
As reportagens nacionais destacam que a situação coloca em xeque a gestão municipal e aumenta os questionamentos sobre ética e legalidade na administração de Manaus, enquanto as investigações seguem em andamento com prisões, bloqueio de contas e quebras de sigilo bancário.







