
Dezenove estados e o Distrito Federal (DF) alcançaram em 2025 as menores taxas de desemprego já registradas na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o Brasil, o ano de 2025 terminou com uma taxa de desemprego de 5,6%, a menor desde o início da pesquisa. O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação.
Mínimas históricas estaduais
As unidades da federação (UF) que atingiram as menores taxas de desocupação incluem Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). O Espírito Santo registrou 3,3%, mesmo índice de Rondônia, que, apesar de não ter apresentado queda em 2025, manteve um dos menores índices do país.
O Amazonas foi a única unidade federativa entre as que atingiram as mínimas históricas a não apresentar queda na taxa de desemprego em 2025, repetindo a marca de 8,4% registrada no ano anterior.
Desigualdades regionais e informalidade
Em 2025, 12 unidades da federação ficaram abaixo da média nacional de desemprego (5,6%), enquanto 15 a superaram. As maiores taxas de desocupação foram observadas em três estados do Nordeste.
A informalidade no mercado de trabalho também foi um ponto de atenção, com 18 estados apresentando taxas acima da média nacional de 38,1%. Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%) lideram o índice de informalidade, onde trabalhadores não contam com direitos como férias e seguro-desemprego.
Rendimento médio
O DF e oito estados registraram rendimento mensal do trabalhador acima da média nacional de R$ 3.560. O Distrito Federal liderou o ranking com R$ 6.320, reflexo do grande número de servidores públicos.
Alguns estados, como São Paulo e Amazonas, apresentaram rendimentos inferiores aos de anos anteriores, mesmo com a melhora geral do mercado. São Paulo registrou R$ 4.190 em 2025, abaixo dos R$ 4.320 de 2014 (em valores reais).
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a mínima histórica em 2025 é resultado do “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.
Com informações da Agência Brasil








