
Novas informações envolvendo o escândalo ocorrido na última sexta dão conta de intensa movimentação do prefeito David Almeida junto à cúpula do Judiciário do Amazonas, entre sexta e sábado (21), após a deflagração da Operação Erga Omnes, da Polícia Civil.
Nos bastidores, a avaliação é de que Almeida tentou reverter a prisão da ex-chefe de gabinete Anabela Cardoso Freitas, apontada como integrante do “núcleo político” do Comando Vermelho no estado. Considerada pessoa de extrema confiança do prefeito desde 2017, quando ele presidiu a Assembleia Legislativa do Amazonas e depois assumiu interinamente o Governo do Estado, Anabela ocupava posição estratégica ao seu lado.
Ela integrou a equipe de Almeida tanto no Executivo estadual quanto na Prefeitura de Manaus, onde exercia forte controle sobre a agenda do gestor e o acesso a reuniões na sede do Executivo e no Centro de Cooperação da Cidade (CCC).
Segundo relatos de bastidores, o prefeito teria buscado a liberação da ex-chefe de gabinete também como forma de se blindar de qualquer desdobramento da investigação, diante da possibilidade de colaboração premiada. A preocupação seria evitar que informações sensíveis sobre sua rotina administrativa e política viessem à tona.
A investigação também alcança outros nomes próximos ao prefeito. Entre os presos está o empresário Alcir Queiroga Teixeira Júnior, proprietário da Revoar Turismo, empresa que forneceu passagens para que Almeida e a primeira-dama viajassem ao Caribe durante o Carnaval de 2025. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens da comemoração de aniversário da primeira-dama em Saint Barth, em meio a um período de fortes chuvas e tragédias em Manaus.
Com a quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados e indícios de movimentações financeiras atípicas, a operação amplia a pressão política sobre o prefeito.







