
A operação “Dente de Marfim”, deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2023, segue produzindo desdobramentos e mantém o secretário municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, no centro das investigações. O inquérito apura a atuação de um suposto esquema criminoso na Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), com indícios de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Nos primeiros dias de março, o Ministério Público Federal deverá se manifestar sobre o caso, conforme despacho do juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso, que concedeu prazo de 30 dias para análise do inquérito. Sabá Reis e o subsecretário Altervi de Souza Moreira são investigados por possíveis irregularidades ligadas à secretaria.
A investigação aponta a emissão de mais de R$ 2,2 milhões em notas fiscais com indícios de serem “frias”, registradas como serviços advocatícios e relacionadas à empresa Mamute Conservação, que possui quase a totalidade de sua receita oriunda de contratos com a Prefeitura de Manaus. Segundo a apuração, os valores não teriam sido declarados à Receita Federal, configurando possível sonegação.
Em decisão anterior, a Justiça determinou o compartilhamento amplo das provas com outros órgãos e retirou o sigilo do processo, por entender que não havia diligências em curso que justificassem a restrição.
A operação revelou ainda um esquema mais amplo no setor de limpeza pública, com suspeita de emissão de até R$ 48 milhões em notas fiscais fraudulentas por empresas de fachada. Auditores identificaram a participação de pelo menos dez empresas, um escritório de advocacia e agentes ligados à estrutura municipal.








