As projeções do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira e o índice de inflação em 2026 e 2027 permaneceram estáveis, de acordo com a edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central (BC).

Projeções Econômicas

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,82%. Para 2027, a projeção para o PIB ficou em 1,8%. O mercado financeiro estima uma expansão de 2% para o PIB em 2028 e 2029.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando atingiu 4,8%. A previsão para a cotação do dólar no fim de 2024 está em R$ 5,42, com expectativa de R$ 5,50 ao final de 2027.

Inflação em Foco

A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, para este ano, permaneceu em 3,91% após sete semanas de queda. Para 2027, a projeção da inflação passou de 3,8% para 3,79%, e para 2028 e 2029, as previsões apontam para 3,5% em ambos os anos.

A estimativa para 2026 está dentro do intervalo da meta de inflação perseguida pelo BC, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (1,5% a 4,5%). Em janeiro, a alta nos preços de energia elétrica e gasolina levou o IPCA a acumular 4,44% em 2025.

Taxa Básica de Juros (Selic)

Apesar da queda da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano pela quinta vez seguida. O Copom indicou que iniciará o ciclo de redução de juros em março, caso a inflação permaneça sob controle e sem surpresas no cenário econômico, mas os juros seguirão em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a Selic ao final de 2026 foi reduzida de 12,13% para 12% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, com a taxa chegando a 9,5% ao ano em 2029.

Com informações da Agência Brasil