A exposição “Manaus: Arte e Memória da Amazônia” reabriu suas portas no Palácio da Justiça nesta quinta-feira (04/03), apresentando uma novidade significativa para o cenário cultural do Amazonas: a inclusão da obra ‘Casa de Ribeirinho’ (1984), do renomado artista Moacir Andrade.

Um Panorama da Arte Amazonense

A mostra, que conta com o apoio do Governo do Amazonas através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, reúne um total de 93 obras de 55 artistas amazonenses. O acervo oferece um panorama representativo da produção das artes plásticas no estado, celebrando os 346 anos de Manaus.

A inclusão da obra de Moacir Andrade, considerado um dos grandes mestres das artes plásticas no Amazonas, reforça o compromisso da exposição com a valorização da memória artística local e insere no circuito público um trabalho de grande importância histórica e simbólica para a cultura amazonense.

Colecionismo e Memória Artística

O acervo que compõe a exposição é fruto do trabalho do artista plástico e colecionador Jandr Reis, reconhecido por seu papel na preservação do patrimônio artístico do Amazonas. Reis dedica-se a resguardar a produção cultural do estado para as futuras gerações.

A curadora Cléia Viana descreve a exposição como uma “travessia pela história da arte manauara”, comparando-a a percorrer o leito profundo de um rio que transporta tempos, gestos e visões.

Diálogo com o Presente e o Futuro

Ao longo do percurso, os visitantes encontrarão obras que dialogam com diferentes fases da criação artística em Manaus, desde momentos de transição e experimentação até produções que incorporam novas linguagens.

A mostra também evidencia trabalhos que reconfiguram a memória em diálogo com o presente, abordando temas como ancestralidade, inclusão, identidade, sexualidade e transformação social. A arte é consolidada como expressão de pertencimento e projeção de futuro.

“Sustentada pela criatividade e pela temporalidade da criação de cada artista, a exposição circunscreve a história em diferentes formatos e fragmentos da alma coletiva, formando os rios sagrados desse movimento profundo chamado Arte Amazônica”, complementa a curadora.

Serviço

A exposição “Manaus: Arte e Memória da Amazônia” fica aberta ao público até maio, com entrada gratuita. O horário de visitação é de segunda a sábado, das 9h às 15h, com exceção das terças-feiras.

Com informações da Agência Amazonas