A diferença entre os preços dos combustíveis no Brasil e no mercado internacional continua elevada, apesar de ter recuado nos últimos dias. Dados divulgados nesta quarta-feira (11) pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis apontam que a defasagem do diesel nos polos da Petrobras é de cerca de 48%, enquanto a da gasolina é de 0,62%.

Segundo a entidade, para eliminar essa diferença, o preço do litro do diesel precisaria subir cerca de R$ 1,55, enquanto a gasolina deveria ter aumento aproximado de R$ 0,62. No início da semana, quando o petróleo registrou forte alta no mercado internacional, a diferença chegou a ser maior, com R$ 2,74 para o diesel e R$ 1,22 para a gasolina.

Enquanto o cenário internacional pressiona os preços, motoristas no Amazonas já enfrentam valores elevados nas bombas. Em Manaus, o litro da gasolina tem sido encontrado por até R$ 7,29 em diversos postos da capital. Já no interior, os valores são ainda mais altos: em Itacoatiara, o combustível chega a R$ 8,49, e em Parintins o litro já é vendido por até R$ 9,29.

A Abicom também informou que, na segunda-feira, a defasagem do diesel no Brasil chegou a atingir 85%, recorde recente. Segundo a entidade, a Petrobras está há mais de 300 dias sem reajustar o preço do diesel, o que contribui para o aumento da diferença em relação ao mercado externo.