Um mês após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, cinco pessoas seguem desaparecidas nas águas do rio Amazonas, enquanto o comandante da embarcação, Pedro José da Silva Gama, continua foragido da Justiça. A prisão preventiva dele foi decretada em 14 de fevereiro.

O acidente ocorreu em 13 de fevereiro, quando a lancha, que havia saído de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte transportando cerca de 80 pessoas, afundou completamente. Três mortes foram confirmadas e dezenas de passageiros sobreviveram após ficarem à deriva no rio.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, as equipes já percorreram cerca de 238 quilômetros durante as buscas, que seguem sem prazo para encerramento. A operação mobiliza 21 militares, incluindo 12 mergulhadores especializados, além de sonar, drones e duas embarcações dedicadas às buscas.

Familiares das vítimas cobram o resgate da lancha submersa, acreditando que o içamento da embarcação pode esclarecer o que aconteceu. Eles também reclamam da falta de responsabilização, já que o comandante permanece foragido.

Até o momento, as mortes confirmadas são de Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22, e Fernando Grandêz, de 39 anos.

O piloto da lancha chegou a ser detido no dia do acidente, mas foi liberado após pagar fiança. No dia seguinte, a Justiça decretou sua prisão preventiva, porém ele não foi mais localizado. As causas do naufrágio seguem sendo investigadas pela Marinha e pela Polícia Civil.