
O universo dos jogos online, muitas vezes visto como seguro e voltado ao público jovem, voltou ao centro de um alerta global após a prisão de Jamie Borne, criador de jogos dentro da plataforma Roblox. Ele foi detido na Louisiana, nos Estados Unidos, sob acusações graves relacionadas à posse de material de exploração infantil.
O caso ganha peso adicional porque a investigação é conduzida pela procuradora-geral do estado, que já havia acionado judicialmente a própria plataforma anteriormente, apontando falhas na proteção de crianças e adolescentes.
Após a repercussão, o Roblox removeu os conteúdos criados por Borne e baniu sua conta, afirmando que o programador atuava de forma independente, sem vínculo formal com a empresa. A resposta, no entanto, reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais por crimes cometidos dentro de seus ambientes.
No Brasil, esse tipo de situação motivou mudanças na legislação. Desde março de 2026, está em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como “Lei Felca”, que estabelece novas regras para proteção de menores no ambiente digital.
A norma exige mecanismos reais de verificação de idade, controle parental para usuários menores de 16 anos e moderação ativa de conteúdo. Com isso, plataformas deixam de ser vistas apenas como intermediárias e passam a ter responsabilidade direta na segurança de crianças e adolescentes online.








