
A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora da Amazônia gerou forte reação no setor aquícola. A medida foi oficializada por instrução normativa publicada em 2026.
Considerado um dos principais peixes da piscicultura nacional, o pirarucu tem produção consolidada em vários estados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2024, o país produziu cerca de 1,7 milhão de quilos, com destaque para Rondônia, Pará e Amazonas.
Produtores temem que a nova classificação traga restrições à criação e comercialização fora da região amazônica, afetando investimentos e o planejamento do setor.
A Associação Brasileira da Piscicultura critica a decisão e aponta falta de diálogo. Segundo a entidade, a medida gera insegurança jurídica e contradições, já que o pirarucu é uma espécie brasileira.
O setor também alerta para o risco de novas restrições a espécies amplamente cultivadas, como tilápia e tambaqui, ampliando a incerteza regulatória.
Diante da repercussão, a associação defende a revisão da norma e maior participação do Ministério da Pesca e Aquicultura nas discussões. O tema deve seguir em debate nas próximas semanas.





