
O relatório final da CPI do Crime Organizado, com cerca de 200 páginas, pede o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A leitura e votação do documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foram adiadas para as 14h desta terça-feira (14).
No texto, o relator defende que o combate às organizações criminosas exige uma ação coordenada do Estado. “O crime organizado no Brasil não é apenas um problema de segurança pública, mas de soberania nacional, que demanda integração institucional, recursos e compromisso com a legalidade”, afirmou.
Após a votação na comissão, o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal. O documento também propõe medidas legislativas para fortalecer a segurança pública e modernizar o enfrentamento ao crime organizado.
Instalada em novembro de 2025, a CPI funcionou por 120 dias e realizou 18 reuniões. Ao todo, foram apresentados 312 requerimentos e analisados 134 documentos. O relatório aponta a conexão entre crimes violentos e financeiros, destacando a atuação articulada dessas organizações para ampliar lucros e dificultar a repressão estatal.








