
Na manhã desta quinta-feira (2), Hozana Carneiro Ximenes foi presa suspeita de exercer ilegalmente a profissão de biomédica em uma clínica estética localizada no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no estabelecimento onde ela atuava.
Durante a abordagem, Hozana afirmou à imprensa que possui formação na área estética e que sua clínica funciona de forma regular, com toda a documentação exigida. Segundo ela, as denúncias seriam motivadas por clientes insatisfeitas e por concorrentes do setor.
“Em 2023 eu já tinha formação e a clínica tem toda a documentação. O tempo todo essa injustiça. O que acontece é que, quando não é do jeito delas, elas fazem denúncias. E não é só cliente, são outras esteticistas e profissionais também. Eu tenho o registro e toda a documentação e, mais uma vez, isso está acontecendo”, declarou.
De acordo com as investigações da PC-AM, Hozana já havia sido presa pelo mesmo crime em 2022. Conforme a polícia, ela utilizava o título de biomédica para conquistar a confiança de clientes e realizar procedimentos estéticos sem possuir a qualificação exigida.
O delegado Mauro Duarte informou que, mesmo após a primeira prisão, a suspeita voltou a praticar as mesmas condutas. Segundo ele, Hozana foi condenada a mais de sete anos de prisão, cumpre pena com tornozeleira eletrônica e continuou sendo alvo de novas denúncias.
“Depois daquele evento, em que ela foi presa em 2022, ela repetiu a conduta. Ela foi condenada a mais de sete anos de prisão e faz uso de tornozeleira eletrônica. Após isso, novas vítimas registraram boletins de ocorrência relatando as mesmas situações, com deformidades e lesões corporais. Diante disso, representamos pela prisão dela”, afirmou o delegado.
Nas redes sociais, Hozana se apresenta como mestranda em Saúde Estética e delegada do Conselho de Estética do Amazonas.
Ainda segundo Mauro Duarte, informações repassadas pelo Conselho Regional de Biomedicina apontam que a investigada não possui formação em Biomedicina, o que fundamentou o pedido de prisão e de busca e apreensão no local onde ela exercia as atividades.







