Brasil – Michel Temer (MDB) afirma que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) não trocou uma palavra com ele desde o impeachment, em 2016. A relação, segundo ele, ficou congelada no dia em que assumiu a Presidência.

Em entrevista ao Canal UOL, o ex-presidente contou como tentou preservar uma postura de respeito institucional mesmo em meio à ruptura. Ele lembra que, no discurso de posse como presidente interino, pediu aplausos para Dilma e reforçou publicamente o respeito que tinha por ela.

O gesto não rendeu reaproximação. Temer relembrou um episódio da época da Operação Lava Jato, envolvendo a investigação sobre a compra da refinaria de Pasadena: ao chamar Dilma publicamente de “muito honesta”, recebeu uma resposta ríspida da petista.

“Ela lançou uma nota dizendo que não admitia que eu a chamasse de honesta. Prometi não fazer mais essa acusação”, contou Temer, em tom irônico.

Na mesma entrevista, o ex-presidente tratou de outro tema sensível: os ataques de 8 de janeiro de 2023. Para ele, o episódio configurou uma tentativa de golpe, já que atingiu diretamente os prédios que abrigam os Três Poderes.

Temer também elogiou o ministro Alexandre de Moraes e defendeu um limite claro para as críticas ao STF: a Corte pode ser questionada por suas decisões, mas não por suas competências constitucionais.