US President Donald Trump listens during an announcement about the Golden Dome missile defense shield, in the Oval Office of the White House on May 20, 2025, in Washington, DC. (Photo by Jim WATSON / AFP)

Nesta quarta-feira (8), um juiz federal dos Estados Unidos autorizou o pagamento de quase US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 31 milhões) à jornalista e escritora E. Jean Carroll, após a condenação do presidente Donald Trump por abuso sexual e difamação em uma ação civil julgada em 2023.

O valor, acrescido de juros, permaneceu bloqueado enquanto Trump recorria da decisão. No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, no fim de junho, o pedido para analisar o recurso apresentado pela defesa.

Na última terça-feira (7), os advogados do presidente protocolaram um novo recurso, alegando que a liberação do dinheiro poderia causar “prejuízos irreparáveis”, caso Carroll utilizasse os recursos antes da conclusão definitiva do processo.

O pedido, porém, foi novamente negado pela Justiça, autorizando a liberação da indenização.

A disputa judicial entre Trump e E. Jean Carroll começou em 2019, quando a jornalista publicou um trecho de sua autobiografia afirmando que foi abusada sexualmente pelo então empresário em 1996, dentro do provador de uma loja de departamentos em Nova York.

Trump sempre negou as acusações e afirmou, em diferentes ocasiões, que Carroll mentiu sobre o episódio. A condenação por difamação ainda segue sendo contestada pela defesa do presidente na Justiça.