
Amazonas – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino atendeu uma ação movida pelo Solidariedade na terça-feira (7/7) e a Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) terá que realizar, no prazo de cinco sessões, nova eleição para presidente e demais cargos da Mesa Diretora.
O ministro acatou os argumentos do Solidariedade, que denunciou manobra de aliados de Adjuto Afonso, vice-presidente que se mantinha como presente desde quando Roberto Cidade deixou o posto para se tornar governador.
No dia 11 de maio, uma semana após Cidade ser eleito governador na eleição indireta, feita pelos deputados, uma emenda modificativa foi inserida em Projeto de Resolução Legislativa (PRL) apresentado pela deputada Joana Darc sobre competências da Comissão de Proteção aos Animais, alterando o Artigo 20 do Regimento Interno da Assembleia. Na ação, o Solidariedade chama a artimanha de “contrabando legislativo”.
Até então, o Regimento não definia com clareza quem assumia o comando do Legislativo estadual no caso de vacância do cargo. Com a nova redação, de autoria do deputado Delegado Péricles e aprovada quando o PRL tramitou na Comissão de Constituição e Justiça, essa condição passou a existir, atendendo aos interesses de Adjuto.
Com a determinação para a realização da eleição, o grupo liderado por Cidade deverá ter ao menos um concorrente. Felipe Souza e Carlinhos Bessa nuncam se mostraram satisfeitos com a possibilidade de Adjuto seguir presidente.
O Solidariedade não tem deputado na Assembleia, mas é ligado ao pré-candidato a governador do Amazonas Omar Aziz. Ao que tudo indica, o grupo de Omar deve costurar candidatura para disputar o comando da Assembleia, a três meses da eleição.








