
A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva de Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, acusado de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A decisão foi tomada pela Vara Federal Cível e Criminal de Tabatinga, no Amazonas.
A defesa havia solicitado a revogação da prisão e a aplicação de medidas alternativas, mas o pedido foi negado após o Ministério Público Federal (MPF) defender a continuidade da custódia.
Segundo a decisão, permanecem os motivos que justificam a prisão preventiva, incluindo os indícios de participação de Villar no duplo homicídio, apontados no processo que levou o caso ao Tribunal do Júri.
A magistrada também considerou que o acusado responde a outro processo no qual é investigado como suposto líder de uma organização criminosa envolvida em ameaças, crimes violentos e homicídios. Para a Justiça, a situação representa risco à ordem pública.
Outro ponto destacado foi o possível risco de fuga. Rubén Villar é colombiano e vive na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, área com intensa movimentação de pessoas, o que poderia dificultar o cumprimento da lei caso ele fosse solto.
Além de manter a prisão, a Justiça Federal abriu prazo para que MPF, assistência de acusação e defesa se manifestem sobre um possível desaforamento do julgamento, que poderia transferir o Tribunal do Júri para outra comarca.








