
A morte de um idoso, morador do bairro Centro, em Manaus, passou a ser investigada após ele procurar atendimento médico informando que teria inalado o gás liberado durante um vazamento registrado na quarta-feira (15), em uma fábrica localizada no Distrito Industrial, zona sul da capital.
Até o momento, as autoridades ainda não confirmam que o óbito tenha relação direta com a exposição ao produto químico. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o laudo inicial aponta outras possíveis causas para a morte, que serão analisadas durante a investigação.
De acordo com o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz, o paciente foi atendido em uma unidade de saúde montada para receber pessoas que apresentaram sintomas após o vazamento.
“O paciente chegou relatando que havia inalado o gás e depois evoluiu para óbito. Porém, o laudo preliminar aponta outras causas. Será feita uma investigação para confirmar se houve ou não relação com a exposição ao produto”, informou o comandante.
As autoridades também devem considerar o histórico de saúde do idoso, que possuía problemas médicos anteriores, como parte da apuração do caso.
Enquanto a investigação segue, as equipes continuam atuando no controle do vazamento de estireno na fábrica. O Corpo de Bombeiros mantém operações de resfriamento dos tanques da empresa, onde ainda ocorre liberação de vapores, mas em intensidade menor do que no momento inicial do incidente.
A área permanece isolada em um perímetro de cerca de 300 metros, com atuação integrada do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e outros órgãos responsáveis pela ocorrência.
A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos nas próximas 24 horas, caso não haja mudanças no cenário. A confirmação de uma possível ligação entre a morte do idoso e o vazamento só deverá ocorrer após a conclusão dos exames e laudos periciais.






