Mais de 700 quilos de skunk foram apreendidos por forças de segurança nas proximidades da comunidade do Tupé, na zona rural de Manaus. A operação terminou em confronto após os suspeitos reagirem à abordagem policial com disparos de arma de fogo. Eles morreram durante a troca de tiros.

O carregamento chamou a atenção dos investigadores pelas embalagens utilizadas para identificar a droga. Os pacotes continham selos produzidos com inteligência artificial (IA), estampando figuras estilizadas de freiras usando óculos escuros, correntes douradas e roupas com padrão semelhante ao da grife de luxo Louis Vuitton.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinicius Almeida Paiva, essas imagens funcionam como uma espécie de marca das organizações criminosas responsáveis pelo carregamento.

“É justamente para identificar o consórcio, a quem pertence esse entorpecente. Eles fazem consórcios para transportar a droga pelos rios e realizar a distribuição”, explicou.

De acordo com o coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Juan Valério, os traficantes tentaram fugir e abriram fogo contra as equipes policiais durante a ação.

“Eles não apenas fugiram, como atentaram contra a vida dos policiais, disparando contra nossas embarcações. Houve o confronto e, infelizmente, os envolvidos morreram”, afirmou.

Para localizar os suspeitos durante a operação noturna, as equipes utilizaram equipamentos de tecnologia militar, como binóculos de visão noturna e sistemas de imagem térmica. Os recursos permitiram identificar os alvos em meio à escuridão e impedir que as embarcações policiais fossem atingidas.

A apreensão integra uma sequência de operações realizadas pelas forças de segurança do Amazonas nos últimos dias. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, em apenas três dias foram retiradas de circulação cerca de 3,2 toneladas de entorpecentes.

“Apreendemos 2,5 toneladas de cocaína, causando um prejuízo estimado em R$ 190 milhões ao narcotráfico. Agora, somamos mais 700 quilos de skunk, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões”, destacou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva, afirmou que o prejuízo acumulado ao crime organizado já ultrapassa R$ 200 milhões e garantiu que o combate ao tráfico nos rios do Amazonas continuará sendo intensificado.

As forças de segurança informaram que a estratégia inclui o funcionamento permanente de bases fluviais, o emprego de embarcações blindadas e o uso de inteligência para monitorar as principais rotas utilizadas pelo narcotráfico na região amazônica.