Nesta terça-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réu o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por declarações em que desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com a decisão, o parlamentar passa a responder a uma ação penal e poderá ser condenado por injúria qualificada, conforme pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão foi acompanhada pela ministra Cármen Lúcia e pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Cristiano Zanin não participou do julgamento por ter se declarado impedido. Antes de chegar ao STF, ele atuou como advogado de Lula.

As declarações foram feitas em abril de 2025, durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. Na ocasião, enquanto era discutido um projeto que previa mudanças na segurança pessoal do presidente, Gilvan afirmou que queria que Lula morresse e fosse para o “quinto dos infernos”.