
Amazonas – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu mais um passo importante para ampliar o acesso ao ensino superior no interior do Amazonas. A professora e indígena do povo Munduruku, Danielle Gonzaga de Brito, foi nomeada diretora do Instituto Intercultural de Educação, Saúde e Território do Rio Negro (IEST-Rio Negro), em São Gabriel da Cachoeira.
Doutora em Letras e com experiência em políticas afirmativas, pesquisa, extensão e movimento indígena, Danielle assume a direção em uma fase estratégica para a implantação do novo campus, que pretende aproximar a universidade das comunidades e fortalecer uma formação acadêmica conectada à realidade e aos conhecimentos dos povos da região.
O projeto prevê investimento de R$ 60 milhões e a construção de quatro prédios. Entre os cursos planejados estão Formação de Professores Indígenas, Pedagogia, Enfermagem e Licenciatura em Computação. A primeira graduação a ser ofertada será a Licenciatura Intercultural em Formação de Professores Indígenas.
A estruturação dos demais cursos ficará a cargo dos docentes aprovados no concurso da Ufam, que recebeu 456 inscrições para 20 vagas.
Outro avanço é a aprovação do projeto “Igarapé: Travessias para a Universidade”, cursinho preparatório para o Enem voltado a estudantes indígenas. As aulas serão presenciais, com metodologia intercultural e utilização das quatro línguas oficiais de São Gabriel da Cachoeira: Nheengatu, Tukano, Baniwa e Yanomami.
A iniciativa amplia as perspectivas de ingresso de jovens indígenas no ensino superior e reforça a proposta de construir uma universidade mais integrada à diversidade cultural, linguística e às necessidades da população do Rio Negro.









