
Manaus – Um incêndio de grandes proporções registrado nesta quarta-feira (30), na região do Cacau Pirêra, em Iranduba, já provoca reflexos na qualidade do ar em Manaus. Uma enorme coluna de fumaça tomou o céu e pôde ser vista de diversos pontos da capital, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros atuam no combate às chamas.
O fogo ocorre entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), 24 militares e dez viaturas foram mobilizados para a ocorrência, que permanecia em andamento nesta quarta-feira.
O impacto da fumaça já é percebido em Manaus. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) mostram concentrações de partículas finas, conhecidas como PM2,5, em níveis moderados em diferentes pontos da capital.
O maior registro chega a 40,3 µg/m³, seguido por índices de 30,2 µg/m³, 25,8 µg/m³ e 25,3 µg/m³. Os maiores valores aparecem principalmente nas zonas Sul, Centro-Sul e Leste.
O ponto com 40,3 µg/m³ está na região entre São Raimundo e Petrópolis. Outros registros elevados aparecem em áreas da região central, Zona Sul e Zona Leste.
Pela classificação utilizada pelo SELVA, concentrações entre 25 e 50 µg/m³ são consideradas moderadas, enquanto índices abaixo de 25 µg/m³ aparecem na faixa considerada boa.
Apesar da proximidade e da grande quantidade de fumaça observada sobre Manaus, ainda não há confirmação oficial de que os índices registrados na capital sejam diretamente provocados pelo incêndio no Cacau Pirêra. A concentração de partículas também pode sofrer influência dos ventos, das condições meteorológicas e de outras fontes de fumaça.
O incêndio acontece em meio ao período de estiagem e ao aumento dos focos de calor no Amazonas. Dados do Inpe apontaram 2.384 focos de calor entre 1º e 19 de setembro, contra 624 no mesmo período de 2025, aumento de 282,1%.
A dimensão do incêndio, as causas e a área total atingida ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades após o encerramento da ocorrência.






