Amazonas – O preço mínimo do quilo do pirarucu de manejo no Amazonas terá reajuste de 32,77% a partir de 1º de janeiro de 2027. Com a atualização, o valor passará dos atuais R$ 10,74 para R$ 14,26. A mudança foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria nº 965, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A nova tabela estabelece os preços mínimos de produtos extrativistas para a safra de 2027. Os valores foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio do Voto nº 76/2026, aprovado em 22 de outubro.

A atualização busca estabelecer referências de remuneração para produtores e trabalhadores que dependem da exploração sustentável dos recursos naturais.

Outros produtos também terão reajustes

Além do pirarucu, outros produtos extrativistas comercializados na Região Norte também tiveram alterações nos preços mínimos.

Entre os destaques está a castanha-do-brasil com casca, que registrou aumento de 94,82%, passando de R$ 3,67 para R$ 7,15 por quilo.

A borracha natural do tipo cernambi teve reajuste de 39,32%, com o quilo passando de R$ 7,96 para R$ 11,09. Já a andiroba (amêndoa) subiu 24,13%, de R$ 2,86 para R$ 3,55.

O murumuru também teve valorização de 21,85%, passando de R$ 2,70 para R$ 3,29 por quilo. No caso do babaçu, o novo preço será de R$ 9,15, contra os R$ 7 estabelecidos anteriormente.

Produtos mantêm preços

Nem todos os produtos tiveram aumento. O preço mínimo do açaí permanece em R$ 2,28 por quilo, enquanto o buriti continua em R$ 3,79.

A amêndoa do cacau, com preço estabelecido para Amazonas, Acre, Amapá e Pará, também não sofreu alteração e permanece em R$ 11,56 por quilo.

Os novos valores terão validade entre janeiro e dezembro de 2027.