Manaus – A blogueira amazonense Stephane Lopes usou as redes sociais para denunciar um episódio de descaso no atendimento médico no hospital Hapvida, na unidade do bairro Parque Dez, zona Centro-Sul de Manaus. Segundo ela, a situação envolveu uma pediatra, que teria sido ríspida e pouco atenciosa durante a consulta do filho, Miguel.

De acordo com o relato, o atendimento estava agendado desde o dia 15 de janeiro, e a expectativa era de acolhimento e diálogo. No entanto, Stephane afirmou que a consulta durou menos de dez minutos e que a profissional mal teria olhado para ela e para a criança.

Em uma publicação nas redes sociais, a blogueira escreveu:

“Atendimento LIXO!! Acertei uma profissional que não queria trabalhar, mal olhou pra mim e para o Miguel. Fiquei muito revoltada porque não saí de casa (Cidade de Deus) para ir à Unidade do Parque Dez e simplesmente a ‘pediatra’ não fazer o MÍNIMO. Na minha cabeça, a consulta tinha que ser uma troca, uma acolhida, mas não foi isso que aconteceu. Espero muito que vocês nunca acertem essa profissional!”, disse.

Stephane não citou o nome da médica, mas afirmou que não recomenda o hospital e que não é a primeira vez que surgem reclamações envolvendo a unidade e seus profissionais.

Procon-AM autua hospital Hapvida

As denúncias de usuários também chamaram a atenção do Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM), que autuou o hospital Hapvida nesta quarta-feira (4) após fiscalização na unidade.

Durante a ação, foram encontradas diversas irregularidades, como:

  • ausência de emissão de senhas;

  • falta de placas informativas sobre o tempo de espera;

  • funcionamento com CNPJ baixado;

  • e apresentação de um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vinculado a um CNPJ extinto, o que invalida a certificação de segurança do local.

O hospital foi notificado e terá 10 dias para apresentar a receita bruta anual dos últimos 12 meses, conforme o Decreto Estadual nº 43.614/2021. Caso não cumpra a determinação, poderá sofrer multas e sanções mais severas.

O Procon-AM também determinou a regularização imediata da sinalização de atendimento e da situação jurídica junto ao Corpo de Bombeiros, sob risco de interdição dos serviços.