O vereador Rosinaldo Bual (Agir) voltou a constar na lista de presença da Câmara Municipal de Manaus (CMM) no início do calendário legislativo de 2026, mesmo após ter sido afastado por decisão judicial em 2025. Preso na época por suspeita de envolvimento em esquema de “rachadinha”, lavagem de dinheiro e uso de funcionários fantasmas, ele retomou, na prática, o exercício do mandato.

Desde o fim do recesso, o nome do parlamentar aparece nas atas das sessões, mesmo com o uso de tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, a maioria dos vereadores decidiu manter seu mandato, apesar das investigações que apontam desvio de salários no gabinete.

Bual responde por diversos crimes, como peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ainda assim, segue no cargo sob o argumento de que não há condenação definitiva, mantendo salário mensal de R$ 26 mil.

A CMM afirma que o vereador registra presença de forma virtual, com base em modelo híbrido aprovado anteriormente. No entanto, informações internas indicam que ele compareceria apenas para validar presença e deixaria o local sem participar das sessões.

Além disso, o regimento da Casa aponta que sessões remotas foram encerradas em 2022, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da atual forma de participação do parlamentar.