O intercâmbio comercial entre Brasil e Reino Unido registrou um crescimento expressivo de 10,5% entre setembro de 2023 e setembro de 2024, totalizando US$ 17,3 bilhões. O balanço comercial, divulgado pelo relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet, revela um aumento nas exportações de ambos os países, com destaque para os serviços britânicos e bens brasileiros.

Setor de serviços impulsiona comércio

As exportações do Reino Unido para o Brasil atingiram aproximadamente US$ 10,4 bilhões, enquanto as vendas brasileiras para o mercado britânico somaram US$ 6,9 bilhões, um aumento de 13,3% em igual período. Segundo a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), esse resultado é reflexo da maior exportação de serviços britânicos e da expansão das importações de bens e serviços brasileiros pelo Reino Unido.

Apesar do superávit comercial em favor do Reino Unido, estimado em cerca de US$ 3,5 bilhões, impulsionado pelo peso dos serviços, a Britcham observa uma intensificação e diversificação das trocas comerciais. O Brasil ocupa a 26ª posição entre os parceiros comerciais britânicos.

Bens brasileiros ganham espaço no Reino Unido

No detalhamento das exportações britânicas, os serviços representaram mais da metade do total, com um crescimento de 10,9% em 12 meses, especialmente nos setores empresarial, técnico, financeiro, de transporte e viagens. As exportações de bens britânicos apresentaram um avanço mais moderado de 6,5%.

Por outro lado, as exportações brasileiras foram impulsionadas principalmente pelos bens, cujas vendas cresceram 15,4%. Bebidas, tabaco, carnes e produtos cárneos, além de máquinas e equipamentos industriais intermediários, foram os principais destaques. As importações de serviços brasileiros pelo Reino Unido também registraram um aumento de cerca de 9,2%.

Investimento direto acompanha crescimento comercial

Fabio Caldas, presidente da Britcham, ressaltou que os estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido também apresentaram avanço. Isso indica que a expansão comercial está acompanhada por um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.

“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avaliou Caldas.

Com informações da Agência Brasil