
A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026 foi ajustada para baixo, passando de 3,97% para 3,95%. A projeção consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), que compila as previsões de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.
Para 2027, a estimativa de inflação se manteve em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% ao ano. Esta é a sexta semana consecutiva de redução na previsão inflacionária para 2026, que já se encontra dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (entre 1,5% e 4,5%).
Juros básicos seguem em patamar elevado
Apesar da perspectiva de inflação controlada, a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 10,5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve os juros neste patamar pela quinta vez seguida em sua última reunião, no final de janeiro. A taxa está no maior nível desde julho de 2006.
O Copom sinalizou que poderá iniciar o ciclo de cortes da Selic na reunião de março, caso a inflação continue sob controle e não surjam imprevistos no cenário econômico. As projeções do mercado indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 9,5% ao ano, com novas reduções para 8,5% em 2027 e 8% em 2028, chegando a 7,5% em 2029.
PIB e câmbio estáveis nas projeções
A previsão para o crescimento da economia brasileira (PIB) em 2026 foi mantida em 1,8%. Para 2027, a projeção também ficou em 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% ao ano.
Em relação ao câmbio, a expectativa é que o dólar feche 2026 em R$ 5,50, patamar que deve se manter até o final de 2027.
Com informações da Agência Brasil






