
Ao lançar pré-candidatura ao Governo do Amazonas nesta segunda-feira (23), o prefeito David Almeida reagiu de forma agressiva à Operação Erga Omnes, que prendeu sua ex-chefe de gabinete, Anabela Cardoso, suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ligados a facção criminosa.
Durante o evento, David classificou a operação como “tão autêntica quanto nota de R$ 300”, afirmou que a investigação tem objetivo de “sujar” seu nome e atacou diretamente o governador Wilson Lima, a quem chamou de “chefe de quadrilha”. Também acusou o Governo do Estado de instrumentalizar a polícia para prejudicá-lo politicamente.
A operação da Polícia Civil apontou que o grupo investigado movimentou R$ 78 milhões em quatro anos. Anabela é suspeita de transferir cerca de R$ 1,5 milhão a empresas de fachada ligadas ao crime organizado. Mesmo diante das acusações, o prefeito saiu em defesa da ex-auxiliar, afirmou que ela é “inocente”, disse que continuará trabalhando com ele e que poderá custear sua defesa.
David ainda questionou a legalidade da operação, disse que não houve apreensão de drogas e prometeu acionar a Polícia Federal. Em resposta, o Governo do Amazonas divulgou nota repudiando as declarações e afirmou que a Polícia Civil atua com autonomia, respaldo legal e autorização judicial, negando qualquer motivação política.
O episódio amplia a crise política envolvendo a gestão municipal e reforça o desgaste do prefeito às vésperas da corrida eleitoral de 2026.








