
Aulas em novo endereço garantem continuidade do ano letivo
Mais de 1,2 mil estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II, localizado no Centro de Manaus, iniciaram as aulas em uma sede provisória. A mudança ocorre enquanto o prédio original, fundado em 1869 e tombado como patrimônio histórico, passa por obras de restauração.
A secretária de Estado de Educação, Arlete Mendonça, assegurou que a nova unidade garante a não interrupção do ano letivo. “Nossa prioridade é que nenhum aluno do colégio fique sem aula”, afirmou.
Estrutura moderna para mais de mil alunos
O novo prédio oferece 15 salas de aula amplas, biblioteca, laboratórios de ciências e informática, sala de projetos, sala de recursos, sala de música e fanfarra. Mobiliário novo, ar-condicionado em todas as salas e estrutura completa para refeitório foram instalados.
O diretor Anselmo Neto destacou que toda a estrutura pedagógica, incluindo o arquivo centenário da escola, será integrada ao novo espaço. “Tudo pensado e preparado para melhor atender a nossa comunidade”, disse.
Processo de restauração do prédio histórico
O prédio histórico do Colégio Amazonense Dom Pedro II, com 156 anos, foi alvo de fiscalizações em 2025, envolvendo o Departamento de Administração de Infraestrutura (Deinfra) e técnicos do Iphan, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.
Reuniões técnicas entre a Secretaria de Educação e o Iphan, realizadas em setembro e outubro de 2025, alinharam providências para o restauro. O Termo de Compromisso foi elaborado em outubro de 2025, com documentação técnica enviada em janeiro de 2026.
Uma segunda reunião técnica ocorreu em fevereiro de 2026 para definir as etapas subsequentes. O Termo de Compromisso está em análise técnica e jurídica no Iphan. “A Secretaria de Educação vem adotando as providências técnicas e administrativas cabíveis”, ressaltou Isaac Cruz, gerente de Projetos e Serviços de Engenharia da Secretaria de Educação.
Tradições preservadas no novo lar escolar
A tradição de acolhida aos novos estudantes da 1ª série do Ensino Médio, conhecidos como “goiabinhas”, foi mantida na nova sede. Formandos de 2026 prepararam uma manhã de recepção para os novos “gymnasianos”.
A aluna Deborah Quirino, da 3ª série, ressaltou a importância de manter as tradições. “É um prédio grande, eu acredito que tem recursos para atender às nossas necessidades. Não é nosso prédio original, mas já podemos chamar de nosso lar”, declarou.
Com informações da Agência Amazonas





