
Comissão no Senado questiona fiscalização da CVM após fraude bilionária
Senadores da Comissão do Banco Master no Senado Federal cobraram, nesta terça-feira (24), o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos Accioly, sobre a suposta omissão da autarquia na fiscalização do Banco Master. A instituição financeira é acusada de cometer uma fraude bilionária no mercado de capitais.
Líder do MDB critica falta de transparência da CVM
O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), criticou a atuação da CVM, lembrando casos anteriores de fraudes e afirmando que a instituição falhou em garantir transparência. “A CVM não é réu primário no caso da transparência. É só lembrar o que aconteceu no caso das Lojas Americanas”, declarou Braga. Ele ressaltou que milhões de brasileiros podem ter sido prejudicados com a perda de dinheiro de fundos de previdência.
Senador sugere envolvimento em casos além da omissão
Eduardo Braga também levantou a possibilidade de a CVM estar envolvida em casos que vão além da omissão, sugerindo que o Banco Master teria utilizado o dinheiro de clientes para cobrir déficits financeiros da própria instituição. “Eu estou dizendo a palavra e o adjetivo omissão porque eu quero ser politicamente correto. O nome disso, lamentavelmente, não é omissão”, afirmou o senador, indicando uma possível má conduta.
Presidente interino da CVM defende atuação da autarquia
João Carlos Accioly, presidente interino da CVM desde maio de 2022, argumentou que a falha da autarquia teria sido na divulgação das ações de fiscalização. Ele explicou que a CVM comunicou ao Ministério Público Federal (MPF) em junho de 2025 indícios de que o Banco Master teria aportado quase R$ 500 milhões em clínicas “de laranjas”. Accioly afirmou que a operação da Polícia Federal (PF) foi iniciada com base em informações da CVM.
CVM aponta 200 processos e reconhece necessidade de aprimoramento
Accioly citou que a CVM abriu 200 processos, sendo 24 deles relacionados à tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Ele defendeu que a responsabilidade pelo crime é dos fraudadores e não das instituições de fiscalização, embora reconheça que há espaço para melhorias nos mecanismos de controle.
Senadora questiona falhas no sistema de proteção
A senadora Leila Barros (DF) questionou o presidente interino da CVM sobre as falhas no sistema de proteção do mercado financeiro. Ela indagou onde estaria o erro, uma vez que, segundo Accioly, a CVM identificou os problemas e comunicou ao Ministério Público, mas a fraude ainda assim ocorreu. Accioly informou que um grupo de trabalho foi criado para identificar os erros da Comissão.
Com informações da Agência Brasil








