
A agropecuária brasileira registrou um crescimento expressivo de 11,7% em 2025, tornando-se o principal motor da economia do país. Esse desempenho foi fundamental para o avanço de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no período.
O setor foi responsável por 32,8% da expansão total do PIB, superando significativamente outras atividades econômicas. A indústria extrativa apareceu em segundo lugar, com um crescimento de 15,3%, demonstrando a força do agronegócio.
Ganho de participação e relevância
A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou a importância do agro mesmo com participação menor no PIB. “A agropecuária cresceu tanto que foi a que contribuiu mais para o crescimento. Realmente chamou bastante atenção”, afirmou Palis.
A participação da agropecuária na economia brasileira subiu de 6,7% em 2024 para 7,1% em 2025. Apesar desse aumento, o índice já foi maior em anos anteriores, chegando a 7,7% em 2021.
O setor de serviços, com 69,5%, e a indústria extrativa, com 23,4%, continuaram sendo as atividades com maior peso no PIB. A queda na participação da indústria extrativa foi atribuída à redução do preço internacional do petróleo.
Força da lavoura e projeções futuras
O expressivo desempenho da agropecuária foi impulsionado, principalmente, pela agricultura. O ano de 2025 foi recorde para as safras de soja e milho, que juntas representam cerca de 45% da lavoura nacional. A safra de laranja e o crescimento da produtividade em outras atividades também contribuíram.
A pecuária também apresentou crescimento, com destaque para bovinos e leite. Contudo, para 2026, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta uma desaceleração do setor agropecuário, com crescimento estimado de 2,3% para a economia geral.
A menor produção esperada de milho e arroz, além da reversão do ciclo de abate de bovinos, devem limitar a expansão do agro em 2026, apesar da expectativa de nova colheita recorde de soja.
Com informações da Agência Brasil








