
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) oficializou, em Tefé, a Vigilância Baseada em Eventos Comunitários como estratégia estadual permanente. A iniciativa visa reduzir o tempo de resposta a riscos à saúde, baseando-se na participação ativa da comunidade.
Comunidade como aliada na prevenção
Nesta abordagem, a população sinaliza situações de atenção, como professores identificando sintomas gripais em alunos. Essas informações são verificadas pela equipe de saúde, que realiza a notificação oficial, prevenindo surtos e o agravamento de doenças.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a estratégia amplia o olhar sobre os riscos, incorporando fontes diversas como mídia, comunidade, escolas e lideranças locais. “Isso permite que a resposta seja mais oportuna e articulada, fortalecendo a prevenção e reduzindo impactos maiores”, afirmou.
Integração e colaboração fortalecem a vigilância
A secretária municipal de saúde de Tefé, Lecita Marreira, ressaltou a importância da integração entre estado, municípios e instituições parceiras para o fortalecimento da vigilância em saúde no Amazonas.
O encontro em Tefé reuniu representantes da vigilância epidemiológica estadual, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de municípios como Tabatinga e Parintins para compartilhar experiências e fortalecer a estratégia.
Tefé como modelo de vigilância
Tefé foi o primeiro município a aderir ao projeto e se destaca pelo protagonismo na implementação das estratégias. A comunidade escolar tem sido a principal frente de atuação, com profissionais da educação capacitados para identificar sinais de alerta, como o aumento de casos de síndrome gripal.
As informações coletadas são encaminhadas à vigilância, que articula com as unidades básicas de saúde para monitoramento e intervenções. A identificação rápida de sinais de alerta permite intensificar medidas de higiene, orientar o afastamento temporário, organizar a comunicação com as famílias e evitar pânico.
O consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, elogiou a iniciativa, considerando a vigilância baseada em comunidades um marco para a saúde pública brasileira. “Essa junção de dados de qualidade é muito útil para os gestores da rede pública na tomada de decisões. Tefé está dando ao Brasil um verdadeiro exemplo de como obter esses dados em tempo oportuno, para que a saúde tenha condições de reagir de forma rápida e eficaz”, concluiu.
Com informações da Agência Amazonas








