EUA – Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira (13) pelo United States Trade Representative (Escritório do Representante Comercial dos EUA), USTR na sigla em inglês, o governo Donald Trump incluiu o Brasil em uma lista de 60 países que são acusados de “trabalho forçado” que importam produtos para o país – veja a lista ao final da reportagem. Na rede X, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nova taxação ao país.

O USTR solicitou consultas aos governos dos países e realizará audiências em 28 de abril de 2026. No caso do Brasil, as acusações dizem respeito especialmente às denúncias de trabalho análogo à escravidão no agronegócio que, entre outros produtos, vende carne aos EUA – que já foi alvo do tarifaço anterior

Segundo a nota, “as investigações determinarão se os atos, políticas e práticas de cada uma dessas economias, relacionados à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado, são desarrazoados ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”.

Para isso, os EUA usaram a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que visa combater práticas estrangeiras desleais que afetam o comércio dos EUA.

“Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse o embaixador junto ao USTR, Jamieson Greer.

“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis ​​impacta os trabalhadores e as empresas americanas”, emendou.

Flávio quer nova taxação

Rumo aos EUA, onde participa da convenção da CPAC, think thank de ultradireita, junto com uma comitiva de mais de 10 parlamentares bolsonaristas, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu taxar o Brasil nas redes sociais após Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltar atrás e negar aval a Darren Beattie, assessor de Trump sobre o Brasil, ao pai, Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha.

“Alexandre de Moraes, mais uma vez, arrumado confusão com os EUA por NADA! Depois taxam o Brasil e vão querer colocar na nossa conta”, escreveu na rede X, torcendo por um novo tarifaço após Trump taxar o Brasil em razão das mentiras propagadas por Eduardo nos EUA.

“Moraes é tóxico, afundou a imagem do Judiciário e agora está criando um problema MASTER para o Brasil. Qual é o problema de o sujeito visitar meu pai? A não ser que haja algo a esconder”, emendou o senador.

Veja a lista dos países que entraram na mira do USTR por “trabalho forçado”

1. Algeria

2. Angola

3. Argentina

4. Australia

5. The Bahamas

6. Bahrain

7. Bangladesh

8. Brazil

9. Cambodia

10. Canada

11. Chile

12. China, People’s Republic of

13. Colombia

14. Costa Rica

15. Dominican Republic

16. Ecuador

17. Egypt

18. El Salvador

19. European Union

20. Guatemala

21. Guyana

22. Honduras

23. Hong Kong, China

24. India

25. Indonesia

26. Iraq

27. Israel

28. Japan

29. Jordan

30. Kazakhstan

31. Kuwait

32. Libya

33. Malaysia

34. Mexico

35. Morocco

36. New Zealand

37. Nicaragua

38. Nigeria

39. Norway

40. Oman

41. Pakistan

42. Peru

43. Philippines

44. Qatar

45. Russia

46. Saudi Arabia

47. Singapore

48. South Africa

49. South Korea

50. Sri Lanka

51. Switzerland

52. Taiwan

53. Thailand

54. Trinidad and Tobago

55. Türkiye

56. United Arab Emirates

57. United Kingdom

58. Uruguay

59. Venezuela

60. Vietnam