Brasil – A disputa presidencial começa a ganhar novos contornos a poucos meses das eleições. Dados recentes de pesquisas de intenção de voto indicam um avanço consistente de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive em segmentos considerados estratégicos para a reeleição.

Levantamentos de institutos como Datafolha e Genial/Quaest apontam que, pela primeira vez, o senador aparece numericamente à frente de Lula em cenários de segundo turno. O movimento consolida uma tendência observada desde o fim de 2025.

Crescimento em diferentes perfis

A análise detalhada dos dados mostra mudanças relevantes no comportamento do eleitorado. Entre os homens, Flávio registrou forte crescimento, enquanto Lula apresentou recuo. Já entre as mulheres, o presidente ainda lidera, mas com vantagem menor do que meses atrás.

Na divisão por renda, o cenário também se alterou. Entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio ultrapassou Lula. Já nas faixas de menor renda, o petista mantém a liderança, embora em queda.

Regionalmente, o Nordeste segue como principal base de apoio de Lula, mas com leve recuo. No Sudeste, Flávio avançou e passou à frente, ampliando sua presença em uma região decisiva para o resultado eleitoral.

Religião e rejeição também influenciam

Entre evangélicos, o crescimento de Flávio é expressivo, consolidando liderança com ampla vantagem. Já entre católicos, Lula ainda aparece à frente, apesar da perda de pontos.

Outro fator relevante é o aumento da rejeição de ambos os candidatos. Os dados mostram que, embora Flávio avance nas intenções de voto, também registra crescimento significativo na taxa de rejeição, especialmente entre mulheres e eleitores de menor renda.

Disputa ainda em aberto

Aliados do governo avaliam que os números refletem um momento específico, marcado por pressões econômicas, como o aumento no preço dos alimentos e o endividamento das famílias.

Enquanto isso, o cenário político segue em construção, com outras candidaturas sendo articuladas e estratégias eleitorais em curso. A tendência, segundo analistas, é de uma disputa acirrada, com variações nos próximos meses conforme o contexto econômico e político evoluir.