
Brasil – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu ter errado ao atribuir a homossexualidade a um tipo de ofensa. A declaração foi dada após entrevista à coluna na qual o decano comentava a troca de acusações com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) após publicação de um vídeo intitulado “os intocáveis”.
Na tarde desta quinta-feira (23/4), Gilmar falou sobre os limites a sátiras e comentou que Zema não aceitaria ser representado como um “boneco homossexual”. À noite, pelo X, o ministro se retratou:
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, afirmou na rede social X.
Durante a entrevista à coluna, o ministro afirmou: “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado”, disse Gilmar.
A entrevista foi concedida às jornalistas Manoela Alcântara e Marília Ribeiro. O ministro explicou por que pediu a inclusão do ex-governador de Minas Gerais no Inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes.
O decano pediu a inclusão de Zema após um vídeo publicado pelo ex-governador nas redes sociais. A produção mostra Gilmar e Dias Toffoli representados por fantoches. O vídeo simula ainda diálogos entre os dois magistrados, que são retratados pelos bonecos.
Pedido
Em trecho da queixa-crime, Gilmar diz que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
O ministro ainda chama a produção de Zema de “deep-fake“, que se valeu de “sofisticada edição profissional”. Diz ainda que a publicação tem “claro intuito de vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”.





