
Seis meses após a morte do menino Benício Xavier, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) decidiu instaurar processos ético-profissionais contra médicos e outros profissionais envolvidos no atendimento da criança. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Ricardo Albuquerque.
A apuração começou em novembro de 2025, após Benício morrer em decorrência da aplicação incorreta de adrenalina. Na fase inicial da sindicância, o CRM identificou indícios de possíveis falhas nos atendimentos, o que levou à abertura de investigações individualizadas.
Segundo o advogado, além da médica Juliana Brasil, também passaram a responder ao procedimento profissionais que participaram do primeiro atendimento, da internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e até integrantes da coordenação da unidade hospitalar.
A mãe do menino, Joyce Xavier, afirmou que a investigação agora inclui os médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico de Benício durante o período em que ele permaneceu internado e nas tentativas de estabilização do quadro de saúde.
Paralelamente à apuração administrativa, o Ministério Público do Amazonas analisa o inquérito policial concluído pela Polícia Civil. O documento, com cerca de 180 páginas, indiciou quatro pessoas: a médica Juliana Brasil, a técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva e gestores do hospital onde a criança foi atendida.
A expectativa da família é que o Ministério Público decida nas próximas semanas se apresentará denúncia formal à Justiça contra os investigados.








