Na manhã desta quinta-feira (2), trabalhadores do transporte alternativo de Manaus, conhecidos como “Amarelinhos”, realizaram uma paralisação na avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, zona leste da capital. A categoria protesta contra o atraso de três meses no repasse do subsídio da passagem estudantil pela Prefeitura de Manaus.

Durante a manifestação, os permissionários bloquearam a via e incendiaram um micro-ônibus que havia se envolvido em um acidente na quarta-feira (1º). O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, enquanto o protesto provocou um longo congestionamento na região.

Faixas exibidas pelos manifestantes cobravam o pagamento do benefício, com a mensagem: “Prefeito, pague nosso subsídio estudantil.”

O presidente do sindicato da categoria, Sullivan Santos, afirmou que a paralisação é resultado dos cerca de 90 dias de atraso nos repasses e alertou que novos protestos poderão ocorrer caso a situação não seja resolvida. Segundo ele, outros veículos poderão ser incendiados em diferentes pontos da cidade se não houver uma resposta da administração municipal. O sindicalista também criticou promessas feitas pela gestão anterior de David Almeida que, segundo ele, não foram cumpridas.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação e negociou a liberação parcial da avenida, permitindo a passagem de veículos em intervalos regulares. Mesmo assim, o protesto causou reflexos no trânsito da zona leste durante toda a manhã.

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Manaus não havia se pronunciado sobre o atraso nos repasses do subsídio estudantil nem sobre as reivindicações da categoria.