A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo registradas em seu nome. A diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo a defesa de Bolsonaro, o mandado autorizava a busca e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro. Os advogados afirmaram que nenhum desses materiais foi encontrado durante a operação, que durou menos de uma hora.

Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, em razão do tratamento de uma broncopneumonia. Recentemente, Alexandre de Moraes determinou a revogação do Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e ordenou a apreensão de todas as armas de fogo registradas em seu nome.

Ao STF, a defesa informou que, das dez armas citadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, enquanto outras oito estariam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Entretanto, em nova manifestação enviada ao Supremo, o Comando do Batalhão informou que mantém sob sua guarda apenas seis armas, e não oito, como havia sido comunicado anteriormente pela defesa. Diante da divergência, o caso segue sendo acompanhado pelo STF e pela Polícia Federal.